Na última terça-feira, 25, a reunião do Conselho Setorial do SACOD, começou com a apresentação da Ouvidora da Mulher, Profa. Tirzhá Dantas, sobre a recém criada Ouvidoria da Mulher da UFPR.
Criada a partir da Resolução nº 13/2025 do Conselho de Planejamento e Administração (Coplad), a Ouvidoria da Mulher da UFPR recebe manifestações e oferece orientação e acolhimento a servidoras, estudantes ou trabalhadoras terceirizadas que, no exercício de suas funções no ambiente da UFPR, sejam vítimas de violência de gênero. A unidade também atua na sensibilização e capacitação para o enfrentamento à violência de gênero.
A Profa. Tirzhá Dantas destacou que toda manifestação, reclamação e denúncia de fato ocorrido no âmbito do executivo federal deve ser sempre formalizado pela plataforma Fala.BR. Nos casos que envolvem ou são motivados por questões de gênero, como violências, discriminações ou assédios direcionados a mulheres, a Ouvidoria Geral da UFPR encaminha a manifestação à Ouvidoria da Mulher, que realiza o acompanhamento próximo do caso, com escuta qualificada, acolhimento, orientação especializada e articulação com instâncias responsáveis pela apuração. Sempre que necessário, a rede de proteção às vítimas também será acionada. A ouvidora também informa que:
“Nos casos de assédio ou violência de gênero, é muito comum que a vítima ou a testemunha não saiba como agir de imediato. Assim, é importante ressaltar que a vítima ou testemunha pode, antes de formalizar a denúncia, procurar a Ouvidora da Mulher para orientação”.
O atendimento da Ouvidoria da Mulher é feito pelo e-mail ouvidoriadamulher@ufpr.br.
Matéria do Portal UFPR, destaca que a criação da identidade visual da Ouvidoria da Mulher foi desenvolvida pela egressa do curso de Desenho Industrial da UFPR, a designer Mônica Hansen.
O coração da identidade são três figuras humanas estilizadas que, juntas, representam os pilares da atuação da Ouvidoria da Mulher.
“O processo criativo, foi especialmente significativo para mim, como ex-aluna da UFPR”, afirma. “Meu desafio no desenvolvimento da identidade foi traduzir em um símbolo a essência de um órgão tão importante. A Ouvidoria da Mulher precisava ser percebida como um espaço de acolhimento, mas também de força e transformação, por isso a identidade visual não poderia ser passiva”.
Os pilares da ouvidoria são “Vigilância, Coragem e Ação”. Cada uma das três figuras humanas no símbolo representa um pilar, e segundo Mônica, elas não estão sozinhas, mas de mãos dadas, formando a “ciranda de ação”.