O Mirimim, solução brasileira baseada em inteligência artificial voltada ao desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais em crianças autistas e outras neurodivergências, foi selecionado como finalista do Prêmio Dona Jô Clemente — Legado do Saber.
A premiação é promovida pelo Instituto Jô Clemente (IJC), uma das instituições mais reconhecidas do Brasil na promoção da inclusão, autonomia, saúde e qualidade de vida de pessoas com deficiência intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e doenças raras. Com 65 anos de história, o IJC construiu uma trajetória nacionalmente relevante na defesa de uma sociedade mais inclusiva e no desenvolvimento de iniciativas voltadas à participação e ao protagonismo de pessoas neurodivergentes.
O Prêmio Dona Jô Clemente — Legado do Saber reconhece soluções inovadoras em educação inclusiva, voltadas especialmente a pessoas com deficiência intelectual e TEA. Estar entre os finalistas coloca o Mirimim ao lado de iniciativas avaliadas por uma instituição com profunda autoridade técnica, histórica e social no campo da inclusão.
A indicação ganha relevância especial para a Universidade Federal do Paraná, onde o fundador do Mirimim, Diogo dos Reis Ruiz, apresentou recentemente o case da startup na palestra “Empreendedorismo e Inteligência Artificial: case Mirimim”, realizada a convite do projeto de extensão Ponto Pasta e do professor Aryovaldo de Castro Azevedo Junior, no curso de Publicidade e Propaganda da UFPR.
A atividade foi realizada no dia 15 de maio de 2026, no período matutino, para as turmas de Comunicação, Publicidade e Mercado e Mídia, do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Federal do Paraná, com carga horária total de quatro horas.
A palestra teve como objetivo apresentar aos estudantes a construção de um negócio na prática, a partir da trajetória real de desenvolvimento de uma solução baseada em inteligência artificial. Durante o encontro, foram abordados temas como identificação de uma dor real de mercado, transformação dessa dor em proposta de valor, validação com usuários, desenvolvimento de produto, modelo de receita, posicionamento, escala e sustentabilidade econômica.
A inteligência artificial foi apresentada como uma camada estratégica no processo de criação de novos negócios, com potencial para gerar dados, personalizar experiências, aumentar eficiência e construir diferenciais competitivos. O case também trouxe uma dimensão de impacto social, mostrando que é possível desenvolver negócios capazes de resolver problemas relevantes da sociedade sem deixar de lado a lógica empresarial.
“O Mirimim nasceu de uma dor concreta e de uma pergunta muito simples: como a tecnologia pode ajudar crianças autistas e outras crianças neurodivergentes a praticarem habilidades sociais e emocionais de forma mais acessível, contínua e engajadora? Ser finalista do Prêmio Dona Jô Clemente reforça que existe espaço para construir, a partir do Brasil, soluções que unam tecnologia, ciência, impacto social e potencial de escala”, afirma Diogo dos Reis Ruiz, fundador do Mirimim.
Para os estudantes da UFPR, o case apresentou uma visão prática e realista sobre como negócios são construídos, quais decisões precisam ser tomadas ao longo do caminho e como tecnologia, inovação, impacto e geração de valor podem caminhar juntos.
A seleção do Mirimim como finalista do Prêmio Dona Jô Clemente amplia a visibilidade de uma iniciativa que conecta empreendedorismo, inteligência artificial e inclusão, ao mesmo tempo em que reforça a importância da universidade como espaço de aproximação entre formação acadêmica, inovação e desafios reais da sociedade.